A Prefeitura de São Paulo obteve, nesta quinta-feira, aprovação do Senado Federal para um financiamento internacional de cerca de R$ 3,62 bilhões. O montante, originário de acordos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Mundial, será usado em projetos de transporte e saúde.
O recurso será destinado, em sua maior parte, à compra de mais de 1.100 ônibus elétricos, com o objetivo de reduzir a emissão de gases no transporte municipal. A outra parcela, avaliada em R$ 1,06 bilhão, financiará a segunda fase do programa Avança Saúde, visando modernizar a rede hospitalar paulistana.
A liberação do crédito ocorreu após a administração municipal acionar o Tribunal de Contas da União, que relatou preocupação com a lentidão na tramitação dos processos em Brasília. A aprovação legislativa encerra um período de cobranças feitas pelo Executivo municipal.
A capital paulista também garantiu, na noite de quarta-feira, um empréstimo de R$ 5,4 bilhões com a União, que atuará como garantidora junto ao Banco do Brasil. Esse capital federal será usado para expansão do Metrô e da CPTM, além de melhorias em rodovias e travessias hídricas.
O desfecho dessas operações financeiras ocorre em um momento de debate público sobre a burocracia federal. O Ministério da Fazenda e a Casa Civil afirmam que o fluxo de documentos segue o trâmite técnico previsto em lei, negando viés político na análise dos créditos.


