O presidente da Transunião, empresa de transporte investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital, teve a soltura determinada nesta sexta-feira (14) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
A relatora do caso, Carla Rahal, decidiu que a prisão temporária do investigado era ilegal, pois os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro não permitem esse tipo de detenção, segundo a lei. A decisão também afastou a prorrogação da prisão por 30 dias, pois o envolvimento com tráfico de drogas não foi imputado concretamente ao executivo.
A investigação, batizada de Operação Última Parada, apura um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado pelo Primeiro Comando da Capital por meio da concessionária. A ação resultou na prisão de três investigados e mobilizou agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em endereços de São Paulo e Extrema, Minas Gerais.
As autoridades apontaram que a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema de transporte público paulistano apenas em 2025. A Justiça determinou o bloqueio e sequestro de R$ 194 milhões em contas bancárias e apreendeu 117 veículos e 21 imóveis relacionados aos envolvidos.
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, informou que a operação dos ônibus da Transunião segue funcionando normalmente, enquanto o município aguarda a notificação oficial da decisão judicial para definir os próximos passos administrativos.

