O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, foi alvo de um golpe de engenharia social, onde um golpista se passou por assessor de Donald Trump. Especialistas de segurança alertam que os dispositivos pessoais, mesmo de figuras de alto escalão, representam vulnerabilidades abertas.
Miguel Fornes, gerente de segurança da informação da Surfshark, afirmou que dispositivos pessoais se tornaram um ponto de acesso permanente para ambientes altamente protegidos. Segundo Fornes, perímetros de segurança nacional de alto custo se tornam ineficazes quando o alvo carrega um vetor de ataque não monitorado no bolso.
Os criminosos não tentaram romper os sistemas criptográficos das agências de inteligência, como GCHQ e MI5. Em vez disso, eles exploraram o ambiente não monitorado de aplicativos de mensagens privadas e smartphones pessoais, segundo Fornes. Essa mudança mostra que os ataques migraram do sistema para o usuário.
O avanço da inteligência artificial generativa facilitou a execução desses golpes. Fornes declarou que um indivíduo comum agora consegue clonar a voz e o modo de falar de líderes políticos poderosos. Esse avanço tecnológico democratizou o tipo de operação antes restrita a agências de inteligência.


