A discussão sobre segurança eleitoral se intensifica nos Estados Unidos com alegações de votação irregular. O tema ganhou destaque após a governadora de Nova Jersey divulgar o registro de 6.600 não-cidadãos no sistema de veículos do estado. O debate abrange como os estados verificam a cidadania e o papel do governo federal.
Um especialista apontou que o problema transcende Nova Jersey, caracterizando-se como uma questão nacional. Segundo o diretor de iniciativas nacionais da Fundação de Políticas Públicas do Texas, o aumento indevido de votos historicamente serviu para obter poder. O sistema de registro, criado em 1993, exige que estados ofereçam inscrição em agências de veículos, mas o foco dessas agências não é segurança eleitoral.
O Departamento de Justiça Federal (DOJ) tem adotado uma abordagem focada em fraudes comprováveis em processos estaduais. Autoridades do DOJ afirmaram que estão investigando irregularidades, baseando-se em pistas recebidas de ativistas. Contudo, o DOJ enfrentou resistência de estados como Nova Jersey e Pensilvânia, que levantaram objeções legais e de privacidade contra a entrega de dados sensíveis.
Em Nova Jersey, o presidente do Senado declarou concordar com a necessidade de segurança no cadastro eleitoral. Críticos, por outro lado, acusaram políticos locais de não evitar os problemas de registro apesar dos alertas. A questão coloca o governo federal em conflito com os estados, levantando preocupações sobre o equilíbrio entre a autoridade federal e a administração estadual das eleições.


