A rede que sustenta o Sistema Único de Saúde (SUS) é vasta e precede o atendimento médico. Ela engloba pesquisa, insumos, logística e sistemas digitais. O Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) mostra que o acesso universal depende de capacidades produtivas e tecnológicas nacionais.
O CEIS abrange produção biotecnológica, equipamentos médicos, serviços e processamento de dados. A dependência não se limita a medicamentos, alcançando componentes eletrônicos e plataformas digitais. A compra pública, quando bem orientada por metas de produção, ajuda a organizar a demanda e a reduzir incertezas.
O Plano Nacional de Saúde 2024–2027 registrou 138 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo desde 2009. O Relatório de Gestão Integrado do Ministério da Saúde, referente a 2024, indicou R$ 3,6 bilhões em perspectiva de investimentos do Novo PAC no CEIS. A Nova Indústria Brasil permite que o Estado considere benefícios tecnológicos nas licitações.
A digitalização da saúde também integra o CEIS. Prontuários eletrônicos e teleatendimento podem melhorar o cuidado, mas dependem de conectividade e de evitar algoritmos opacos. Especialistas defendem que a inovação tecnológica deve seguir a necessidade social, e não o inverso.


