Promotores questionaram a sogra de Lindsay Clancy sobre o conceito de pecado mortal durante o julgamento por assassinato dos três filhos da acusada. A ação visa demonstrar que Clancy tinha consciência dos atos, contrariando a alegação de psicose pós-parto.
Lindsay Clancy, de trinta e seis anos, responde a três acusações de homicídio qualificado pelos mortes de Cora, Dawson e Callan, todos menores de seis anos. As crianças foram encontradas estranguladas na residência da família em Duxbury, em dois mil e vinte e três. A acusação encerrou sua fase em segunda-feira pela manhã.
Na terça-feira, o assistente do procurador distrital, Shanan Buckingham, perguntou a Susan Clancy, sogra de Lindsay e católica, se ela conhecia o conceito de pecado mortal. O juiz William Sullivan interrompeu a fala e retirou a pergunta dos autos do processo.
Susan Clancy declarou aos jurados que tinha preocupações com a saúde mental de Lindsay durante o feriado de dois mil e vinte e dois, mas descreveu a nora como uma mãe dedicada. Ela relatou que Lindsay começou a mostrar declínio em novembro de dois mil e vinte e dois, apresentando insônia, perda de apetite, ansiedade e tristeza.
A mãe de Clancy, Paula Musgrove, também informou aos jurados sobre os problemas de saúde mental. Um texto enviado por Lindsay à mãe em vinte de outubro de dois mil e vinte e dois pedia ajuda, dizendo que estava doente e com insônia severa. A defesa de Clancy continuará sua argumentação na quarta-feira, sustentando que a acusada sofria de psicose pós-parto grave.


