Uma proposta de alteração nas regras de fertilização in vitro, que permitiria o procedimento para mulheres sem parceiro, está sob análise política na República Tcheca. O tema, que será debatido após o recesso governamental, enfrenta resistência de ministros e de partidos de oposição.
O ministro Vojtěch afirmou estar pronto para discutir a proposta com colegas de coalizão, buscando apoio no parlamento. Contudo, o ministro do Esporte, Prevenção e Saúde, Boris Šťastný, e o especialista em saúde do SPD, Jan Síla, manifestaram-se contra a mudança. Šťastný declarou que o foco deve ser o interesse das crianças, e não de adultos, citando que o filho não tem escolha.
A oposição, contudo, aponta o caminho para a mudança. A presidente do clube Piráti, Olga Richterová, disse à imprensa que a possibilidade de fertilização deveria ser de mulheres sem parceiro. Ela argumentou que o impedimento atual é inútil na prática e que a questão é de opinião, e não de medicina.
O projeto, que visa modificar o atual código de saúde, passou pela fase de comentários. Richterová também alertou para um possível conflito de interesses envolvendo o primeiro-ministro Andrej Babiš, visto que seu fundo atua no mercado de medicina reprodutiva. Vojtěch, por sua vez, explicou que sua proposta partiu de organizações de direitos humanos, como a Amnistia Internacional da República Tcheca.

