Um estudo britânico analisou dados de mais de 400 mil pessoas no Reino Unido e aponta que viver perto de jardins e parques pode diminuir o risco de desenvolver diabetes tipo 2. A pesquisa, publicada em julho, cruzou informações de saúde com a presença de áreas verdes próximas às residências.
A análise indicou que quanto maior a disponibilidade desses espaços na vizinhança, menor a incidência da doença entre os participantes. Em casos específicos, moradores com jardins privados maiores, localizados a até cem metros de casa, tiveram 6,8% menos chance de desenvolver o diabetes tipo 2 comparados a quem tinha menos acesso a esses locais.
Os resultados também mostraram que regiões com quatro ou mais parques apresentaram uma probabilidade 5,7% menor de desenvolver a condição. Os autores do estudo, contudo, esclareceram que a pesquisa não prova que as áreas verdes causam a redução do risco.
Uma possível explicação para essa diferença reside na prática de exercícios físicos. Pessoas que moram perto de parques podem ter mais oportunidades de se exercitar. Pesquisas anteriores indicam que moradores de bairros com mais parques fazem, em média, vinte e quatro minutos a mais de exercício por semana.
O contato com ambientes externos também pode beneficiar outros aspectos da saúde. Hipóteses incluem a exposição solar para produção de vitamina D, o impacto positivo no bem-estar mental e o contato com microrganismos ambientais.


