Um publicitário foi alvo de busca e apreensão e busca pessoal na 10ª fase da Operação Compliance Zero. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF, a pedido da Polícia Federal e com aval da Procuradoria-Geral da República.
A investigação apura a atuação de uma possível organização criminosa ligada ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, o publicitário estaria envolvido no recrutamento de influenciadores para o chamado “Projeto DV”. Essa iniciativa teria o objetivo de defender os interesses do Master e comprometer a credibilidade da atuação do Banco Central (BC).
A decisão judicial permitiu à Polícia Federal recolher diversos documentos, incluindo contratos, notas fiscais, registros contábeis e comprovantes bancários. O ministro também autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de 20 mil reais, além de bens de alto valor, se houver suspeita de origem ilícita.
A defesa do publicitário refutou a prática de qualquer ilegalidade. Em nota, a defesa declarou que a investigação em curso não autoriza “juízo antecipado de culpa”, defendendo a preservação das garantias constitucionais do devido processo legal e da presunção de inocência.


