A Ray-Ban inaugurou a Ray-Ban House, no Soho, em Nova York, integrando varejo, personalização, cultura e gastronomia. A iniciativa visa fazer a marca participar de momentos diversos da rotina do consumidor, e não apenas no ato da compra.
Segundo Danni Rudz, comentarista de mercado de luxo, a estratégia troca a participação na carteira de gastos do cliente pela participação no tempo dele. A loja reúne os óculos da marca, um espaço de personalização, elementos culturais e um restaurante com cinquenta lugares.
A proposta utiliza associações culturais da marca, como música, cinema e esportes, para incentivar a permanência. O consumidor pode consumir uma refeição, personalizar um produto ou simplesmente permanecer no local, compartilhando a vivência nas redes sociais.
Rudz também avalia que o comércio eletrônico e o físico se fortalecem, e não competem. O digital atende à busca por rapidez, enquanto o espaço físico permite que o cliente explore o universo da marca. A experiência fixa estabelece um vínculo mais contínuo do que uma campanha de marketing pontual.
Apesar dos benefícios, a expansão para a gastronomia aumenta a complexidade operacional do negócio. Rudz aponta que a marca deve calcular esse risco, embora seu posicionamento consolidado ajude a mitigar o impacto na estrutura principal.

