A Receita Federal informou nesta quarta-feira (26) que arrecadou R$ 7,982 bilhões entre janeiro e julho com o Imposto de Exportação sobre óleo bruto. A cobrança, instituída pela Medida Provisória 1.340 de 2026, rendeu R$ 3,161 bilhões somente no mês de julho e é classificada como um fator não recorrente no aumento da arrecadação.
As informações constam no relatório Análise da Arrecadação das Receitas Federais – Julho de 2026, produzido pelo Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita. O documento utiliza o desempenho do imposto sobre o petróleo para explicar a evolução das receitas administradas no ano.
Além da taxa de exportação, o órgão registrou R$ 11 bilhões em pagamentos atípicos de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no acumulado de janeiro a julho. O relatório não detalha a parcela desse valor vinda do setor petrolífero.
A atividade de extração de petróleo e gás natural gerou R$ 79,096 bilhões em receitas administradas, excluindo as previdenciárias, no primeiro semestre e julho. O montante representa um crescimento real de 410,17% em comparação aos R$ 15,504 bilhões do mesmo período de 2025.
No recorte por tributos, o setor recolheu R$ 32,457 bilhões apenas em IRPJ e CSLL, alta real de 183,96% na comparação anual. Já a arrecadação de PIS/Pasep e Cofins vinculada à extração de petróleo e gás somou R$ 17,408 bilhões, com avanço de 1.678,23%.
A arrecadação federal totalizou R$ 289,346 bilhões em julho de 2026, alta real de 8,97% frente ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a julho, o valor foi de R$ 1,876 trilhão, crescimento real de 6,98%.
As receitas administradas diretamente pela Receita somaram R$ 1,791 trilhão no ano, avanço real de 6,96%. Segundo o órgão, sem os principais fatores não recorrentes e alterações na legislação, o crescimento seria de 5,84%.

