A Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal avançará para conectar mais de 40 prédios de órgãos estratégicos até outubro. O projeto cria uma rede exclusiva para comunicações do governo, complementando estruturas existentes e focando em segurança institucional.
A infraestrutura, desenvolvida no contexto do leilão do 5G, conta com a participação da Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF). O Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) supervisionam o desenvolvimento. A rede opera em duas modalidades: fixa, para unidades administrativas, e móvel, para atividades externas.
A modalidade móvel está em fase de testes assistidos, que podem durar até doze meses. O objetivo é avaliar a tecnologia, ampliar a cobertura e integrar gradualmente diferentes órgãos. A iniciativa busca diminuir a dependência de redes comerciais em situações que exijam maior controle e proteção de dados.
Testes anteriores ocorreram em estruturas como Senado, Câmara, Exército e Polícia Militar do Distrito Federal. A implantação segue um caráter gradual, com previsão de incorporação de dezenas de prédios nos próximos meses. A rede não substitui todas as comunicações atuais, mas oferece uma camada complementar de segurança.

