Apesar da impressão gerada por recentes tremores na Colômbia, Japão e Venezuela, os registros dos principais serviços geológicos não comprovam um aumento no número de abalos sísmicos globais. Cientistas apontam que o avanço tecnológico na detecção e o crescimento populacional são fatores que alteram a percepção do risco.
O Centro Nacional de Informações sobre Terremotos dos EUA calcula que, anualmente, são registrados cerca de 20 mil terremotos ao redor do globo. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima uma média de 16 tremores de magnitude alta a cada doze meses. Contudo, o número de eventos mais fortes apresenta imprevisibilidade, com variações significativas em diferentes períodos.
O avanço na tecnologia permite aos cientistas detectar tremores mais leves e espalhar equipamentos por diversas regiões do planeta. Além disso, o aumento da população e a concentração em grandes centros urbanos elevam o número de pessoas expostas aos efeitos de um sismo.
Embora não haja previsão exata de quando ou onde um terremoto ocorrerá, a tecnologia atual permite emitir alertas logo após o início do tremor, dando segundos preciosos para que as pessoas se protejam em áreas adjacentes.


