O órgão regulador de mercado da China estabeleceu normas para coibir a concorrência desleal em plataformas de delivery, limitando subsídios. A Meituan, que opera no Brasil com a marca Keeta, declarou apoio às diretrizes, enquanto o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) monitora o setor no país.
As novas diretrizes chinesas proíbem que plataformas obriguem estabelecimentos a participar de campanhas de subsídio ou arcar com custos dessas ações. O texto regulatório também determina que as empresas não devem usar vantagens de capital para praticar monopólios ou concorrência desleal. A Meituan, líder no setor asiático, reportou prejuízo acumulado de cerca de US$ 3,5 bilhões em 2025 e afirmou que apoia firmemente as normas.
No Brasil, o CADE mapeou em junho de 2026 a atenção regulatória global a subsídios agressivos. A Keeta, que utiliza cupons de desconto para incentivar a experimentação inicial, descreveu o mercado local como “anticompetitivo e disfuncional”, apontando um monopólio com mais de 80% de participação.
Apesar de a Keeta focar na qualidade, a empresa chinesa tem sido alvo de críticas sobre contratos de exclusividade. O CADE monitora desde 2025 possíveis descumprimentos de Termo de Compromisso de Cessação firmado com uma das maiores plataformas do setor.

