Uma pesquisa realizada pelo PoderData/Aya entre 23 e 26 de agosto revelou que 63% dos eleitores não consideram a religião dos candidatos um fator importante na definição do voto. O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 2.400 pessoas em 555 municípios das 27 unidades da Federação.
A rejeição ao uso de crenças religiosas na administração pública é ainda maior. Para 68% dos entrevistados, os candidatos não devem considerar a fé ao formular programas de governo, enquanto 24% acreditam que esse aspecto deve ser levado em conta. Outros 6% não souberam responder sobre a influência da religião na escolha do candidato.
Os dados mostram disparidades entre as bases de apoio dos principais nomes da corrida presidencial. Entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), 42% veem a religião como fator importante para o voto, contra 53% que discordam. No grupo que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apenas 26% consideram o tema relevante, enquanto 69% não dão importância à fé do candidato.
O grupo de evangélicos é um dos principais ativos de Flávio Bolsonaro. Já Lula tenta ampliar a aceitação entre esse segmento, que apresenta 61% de desaprovação ao petista. Para tentar a aproximação, o presidente realizou reuniões com bispos no Palácio do Planalto e a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, participou de agenda com o pastor Kleber Lucas.
O levantamento foi feito por meio de ligações para telefones fixos e celulares, utilizando o sistema de Unidade de Resposta Audível (URA). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.


