O candidato à Presidência Renan Santos (Missão), de 42 anos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva armas nucleares para obter soberania militar e ser respeitado globalmente. A declaração ocorreu durante entrevista a um telejornal, onde o candidato afirmou que o país precisaria de bombas atômicas para sentar à mesa com potências como Estados Unidos, China, Rússia e Índia.
Santos admitiu que o Brasil não teria condições técnicas de desenvolver esse armamento nos próximos 10 anos. Questionado sobre a necessidade de retirar o país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o candidato respondeu que isso ocorreria necessariamente no momento certo.
Sobre a saída de acordos internacionais, Santos citou a Coreia do Norte. Ele afirmou que, apesar de ser contrário ao regime coreano, o país possui o respeito que a Venezuela não teve, mencionando a invasão dos Estados Unidos ao território venezuelano em janeiro deste ano.
A Constituição brasileira determina que qualquer atividade nuclear no território nacional seja admitida apenas para fins pacíficos e dependa de aprovação do Congresso Nacional.
O candidato também criticou a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando o Brasil como um vassalo da China. Segundo Santos, o governo federal se pronuncia favoravelmente a Pequim em brigas internacionais e se manifesta sobre disputas entre Israel e Irã sem que haja ganhos para o país.
Empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos concorre pelo partido Missão, criado em 2025. Seu plano de governo inclui a redução do número de municípios, cortes de gastos públicos, alterações na Previdência e a substituição de cotas por bolsas de desempenho acadêmico.


