O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, defendeu a implementação de um estado de exceção permanente para combater o crime organizado e afirmou que não cumprirá decisões judiciais que considerar ilegais. As declarações foram feitas durante sabatina realizada nesta quinta-feira (27) por veículos de imprensa.
Santos argumentou que moradores de áreas dominadas pelo tráfico já vivem sob um regime opressivo e não possuem direitos reais de ir e vir. Para enfrentar o problema, propôs a construção de dez presídios de segurança máxima, com capacidade para até 40 mil pessoas cada, prevendo um investimento de R$ 6 bilhões. O modelo seria inspirado nas políticas de encarceramento em massa de Nayib Bukele, em El Salvador.
Sobre a relação com o Judiciário, o candidato afirmou que não pretende entrar em conflitos com ministros, mas disse que não obedeceria a decisões como a ADPF das Favelas, que controla operações policiais no Rio de Janeiro. Santos simulou ainda que, caso um governador não colabore com ações federais de segurança, acionaria estado de defesa para assumir o controle da polícia local.
Na área econômica, classificou o fim da escala 6×1 como medida populista e perigosa, alegando que a mudança aumentaria a informalidade e o rombo fiscal. Ele defendeu a substituição da CLT e do modelo de Microempreendedor Individual (MEI) por uma nova legislação trabalhista que garanta maior segurança jurídica para contratações e demissões, manifestando-se favorável ao fim da Justiça do Trabalho.
O político declarou que negociaria com o Centrão para formar governo, apesar de ter afirmado que os eleitores tendem a eleger parlamentares corruptos. Sobre a saúde, propôs a criação de um sistema de prontuário único com uso de inteligência artificial para predição de doenças, baseando-se em modelos implementados em El Salvador e no Reino Unido.


