A eleição para presidente do São Paulo, marcada para a primeira quinzena de dezembro, sofreu uma reviravolta com o retorno de Rogério Caboclo. O ex-presidente da CBF, conselheiro vitalício, emergiu como cotado, apesar de ter sido suspenso por denúncias de assédio moral e sexual.
O nome de Caboclo ganhou destaque após o vazamento de um vídeo mostrando o dirigente ao lado de figuras internas do clube. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, divulgou nota confirmando o apoio do grupo político à candidatura, classificando-a como uma “posição política legítima”.
No entanto, a candidatura enfrenta críticas. O advogado Caio Forjaz afirmou que o histórico de investigações de Caboclo prejudica a imagem do clube, que possui uma dívida de R$ 858 milhões, segundo balanço de 2025. Ele comentou que “ninguém quer ligar a sua marca a quem tem uma acusação de assédio sexual”.
A viabilidade da disputa também esbarra em barreiras estatutárias. O estatuto do São Paulo exige 55 assinaturas de conselheiros vitalícios para chapa própria. O atual presidente, Harry Massis Júnior, é visto como o nome mais provável, embora enfrente pressão por questões financeiras, como o transfer ban.

