A China iniciou o primeiro serviço regular de cargas pelo Ártico, uma rota que segue pela costa norte da Rússia. Segundo Marcos Vinícius de Freitas, professor de Direito e Relações Internacionais, o trajeto pode reduzir o tempo de transporte de mercadorias de cerca de 40 a 50 dias para 18 a 20 dias.
A mudança, avaliada pelo professor, afeta o fluxo de caixa das empresas ao antecipar a chegada dos produtos. A rota sazonal também diminui riscos associados ao Canal de Suez e ao Estreito de Ormuz, segundo Freitas. O objetivo chinês, ele afirmou, é reduzir qualquer vulnerabilidade para que o comércio internacional continue fluindo de maneira efetiva.
A estratégia chinesa visa diversificar canais comerciais para mitigar riscos geopolíticos e logísticos, sem abandonar o comércio global. O professor declarou que a China pretende manter o comércio internacional aberto o máximo possível e citou a expansão das relações com países da África e da América Latina nesse movimento.
Apesar das vantagens logísticas, o uso do corredor cria uma nova dimensão geopolítica. Como a rota passa por jurisdição russa, o aumento de seu uso pode intensificar a relação entre Pequim e Moscou. Freitas considera esse ponto um aspecto que deve ser acompanhado no desenvolvimento da infraestrutura comercial.


