O Tribunal de Contas da União (TCU) terá mudanças em sua composição com a saída antecipada dos ministros Bruno Dantas e Augusto Nardes. As vacâncias abrem a disputa por indicações do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, que são responsáveis por escolher os sucessores para as respectivas cadeiras.
Bruno Dantas comunicou ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, que deixará o tribunal para atuar na iniciativa privada. Aos 48 anos, o ministro poderia ter permanecido no cargo até 2053, data em que atingiria a aposentadoria compulsória aos 75 anos. A vaga destinada ao Senado deve ser alvo de articulação para a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que conta com o apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
A votação para o substituto de Dantas pode ocorrer entre 31 de agosto e 4 de setembro, durante o esforço concentrado do Congresso, ou ficar para depois das eleições. Caso Pacheco seja escolhido, a presença de mineiros no tribunal será reforçada, somando-se a Antonio Anastasia, Odair Cunha e aos substitutos Marcos Bemquerer e Weder de Oliveira.
A saída de Augusto Nardes, cuja aposentadoria antecipada era preparada desde junho, abre vaga para indicação da Câmara dos Deputados. O processo de escolha deve gerar nova rodada de negociações entre os partidos da Casa, sob a influência do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). A última eleição para o tribunal na Câmara ocorreu em abril, quando Odair Cunha (PT-MG) foi eleito contra outros quatro candidatos.
Das nove cadeiras de ministros titulares do TCU, seis são escolhidas pelo Congresso e três cabem à Presidência da República. O interesse pelos cargos decorre da estabilidade e da influência sobre a fiscalização de recursos da União, contratos, licitações e privatizações. Os ministros permanecem na Corte até os 75 anos, salvo decisão contrária.

