A Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, iniciada em 10 de agosto, alerta a população sobre os riscos da doença infecciosa. A leishmaniose visceral, que afeta humanos e cães, é transmitida pela picada da fêmea do flebotomíneo, popularmente chamado de mosquito-palha.
No ambiente urbano, o cão atua como principal reservatório do parasita. O mosquito-palha se infecta ao picar o animal e transmite o parasita ao picar pessoas ou outros animais. Dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) mostram que, entre 2021 e 2025, o estado registrou 336 casos e 37 óbitos. Em 2026, até maio, foram contabilizados 17 casos e um óbito.
A prevenção exige cuidados ambientais, pois o mosquito-palha se desenvolve em locais úmidos e sombreados. Recomenda-se manter quintais limpos, usar telas em portas e janelas e evitar exposição ao ar livre no fim da tarde e à noite. Em humanos, sintomas como febre prolongada, aumento do baço e fraqueza exigem avaliação médica precoce.
Para proteger os cães, em áreas de transmissão, é recomendado o uso de inseticidas repelentes próprios, conforme indicação veterinária. Sinais de suspeita em animais incluem feridas na pele, caroços sob a mandíbula e apatia. A SES-SP mantém ações de vigilância, monitorando casos e realizando manejo ambiental e controle vetorial.


