Moradores do interior de Goiás frequentemente precisam viajar de dezenas a centenas de quilômetros para acessar serviços de saúde especializados. Essa realidade impulsiona a discussão sobre a regionalização do sistema, que busca descentralizar o atendimento e reduzir o desgaste dos pacientes.
A rede de saúde de Goiás, que abrange 246 municípios, não oferece serviços de média e alta complexidade em todas as localidades. O desafio reside em garantir que o paciente não precise ir sistematicamente à capital para obter tratamentos como cirurgias, hemodiálise ou transplantes. A Secretaria de Estado da Saúde reconhece essa necessidade.
A estratégia de regionalização inclui a ampliação da alta complexidade no Sudoeste goiano. Unidades em Quirinópolis, Jataí e Santa Helena servem como referência para 28 municípios. Segundo a Secretaria, os Planos de Fortalecimento da Saúde receberam R$ 334,7 milhões em 2025.
A descentralização não se limita à construção de unidades. Ela exige a criação de uma rede completa que garanta atendimento especializado, profissionais, equipamentos e transporte sanitário. A distância, nesse contexto, representa não só um trajeto geográfico, mas também custos adicionais e tempo de vida para quem está doente.


