A exposição controlada ao calor da sauna seca demonstra potenciais benefícios à saúde, conforme estudos científicos. Pesquisas indicam que o uso regular pode promover respostas fisiológicas comparáveis a exercícios moderados, impactando sistemas cardiovascular, cerebral e imunológico.
O Kuopio Ischemic Heart Disease Risk Factor Study (KIHD), realizado na Finlândia, acompanhou milhares de pessoas por mais de duas décadas. Os pesquisadores identificaram ligação entre a frequência de uso da sauna seca e a diminuição do risco de mortalidade cardiovascular e geral. Segundo o estudo, indivíduos que utilizam a sauna quatro a sete vezes por semana registram redução de cerca de 50% no risco de mortalidade cardiovascular, comparados a quem usa apenas uma vez por semana.
Os efeitos positivos se estendem à saúde cerebral. A literatura aponta que o uso frequente está ligado a menor ocorrência de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e demência. Isso ocorre pelo aumento do fluxo sanguíneo cerebral e maior liberação do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), proteína ligada à função cognitiva.
O organismo responde ao estresse térmico controlado por meio do fenômeno conhecido como hormese. Esse processo ativa proteínas de choque térmico, que auxiliam no reparo de danos celulares e na redução do estresse oxidativo. A revisão científica também mostra que a sauna seca apresenta maior consistência em estudos de longevidade quando comparada à sauna úmida.
Para obter os maiores benefícios, os protocolos sugeridos envolvem temperaturas entre 79°C e 100°C, sessões de, no mínimo, 19 minutos e frequência de quatro a sete vezes por semana. Especialistas alertam que a sauna deve complementar hábitos saudáveis como dieta e exercícios.


