A seca e o calor extremo prejudicaram as colheitas na Alemanha. A Associação Alemã de Agricultores informou que a produção de grãos será 7% menor que a do ano passado. O cenário gera preocupação com o aumento de custos e a disponibilidade de alimentos no país.
A Associação Alemã de Agricultores (DBV) alertou nesta terça-feira (19/08) que a seca contínua deixou grandes áreas agrícolas ressecadas. O presidente da DBV, Joachim Rukwied, declarou que a produção total de grãos deve ser de 41,9 milhões de toneladas, um déficit de cerca de 3,3 milhões de toneladas comparado a 2025. A colza registrou a maior queda, com quase 17% a menos que no ano anterior.
O Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha (Destatis) também apontou que a safra de maçãs deve cair 18% em relação ao ano passado. O Serviço Meteorológico Alemão (DWD) confirmou que a seca se intensificou com recordes de temperatura, agravando os efeitos das chuvas abaixo da média desde março.
Embora o ministro da Agricultura, Alois Rainer, tenha dito que o governo não espera alta imediata nos preços, o diretor-geral da Associação Alemã de Cooperativas Agrícolas (DRV), Philipp Spinne, relatou perdas diretas de 600 milhões de euros para seus cooperados. Custos com fertilizantes, energia e logística elevam a pressão sobre os produtores.
Apesar de haver um excedente de 2 milhões de toneladas de grãos do ano passado, a queda na colza e na beterraba sacarina pode forçar importações. A DBV pediu a Berlim um pacote de ajuda, sugerindo o aumento do auxílio da União Europeia (UE) para fertilizantes.


