O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (13) que as informações sobre más condições a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln no Oriente Médio estão deturpadas. O navio, que possui cinco mil tripulantes, está no mar desde novembro de dois mil e vinte e cinco.
Veículos de comunicação especializados em assuntos militares relataram tentativas de suicídio no navio. O porta-aviões participa da operação militar dos EUA contra o Irã desde janeiro. Hegseth declarou que os marinheiros recebem todo o suporte possível, ressaltando o respeito e a gratidão pelas condições austeras das missões em alto mar.
Familiares de militares a bordo participaram de reuniões em San Diego, onde expressaram preocupação com saúde mental e esgotamento. O vice-almirante Joseph Cahill, comandante das Forças Navais de Superfície, reconheceu o impacto dessas situações sobre as famílias e a capacidade de sustentar as forças.
A Marinha dos Estados Unidos informou que a liderança do USS Abraham Lincoln avalia continuamente a prontidão psicológica dos oficiais. Profissionais de saúde e religiosos atuam para analisar o bem-estar da tripulação. Uma autoridade americana, que pediu anonimato, disse que o porta-aviões George Washington irá substituir o Lincoln na região.
O senador Richard Blumenthal enviou uma carta ao Secretário de Defesa e ao Secretário da Marinha, citando relatos de escassez de suprimentos, problemas de encanamento e deterioração da saúde mental no navio.


