Seis países que contribuem com 40% do Orçamento da União Europeia (UE) declararam, nesta quinta-feira (27), em Berlim, que não aceitarão as contas expansivas propostas pela Comissão Europeia para o período entre 2028 e 2034.
O grupo é liderado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz. Os líderes da Alemanha, Países Baixos, Suécia, Finlândia, Áustria e Dinamarca emitiram um comunicado conjunto nesta quinta-feira.
No documento, as nações exigem a redução de vários bilhões de euros na proposta enviada por Bruxelas. O movimento reflete a insatisfação com o volume de gastos previstos para os próximos ciclos financeiros.
A Comissão Europeia é o órgão responsável pela elaboração do orçamento do bloco. A proposta atual é classificada pelos seis governos como excessivamente expansiva.
As nações envolvidas representam quase metade do financiamento total da UE, o que confere peso político à exigência de cortes nas contas públicas da organização.

