A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), concorre a uma das duas vagas ao Senado por São Paulo nesta eleição. A candidata integra a coligação do presidente Lula e registrou 11% das intenções de voto em pesquisa divulgada no dia 25 de agosto, figurando em empate técnico na liderança da disputa.
A decisão de disputar o maior colégio eleitoral do País ocorreu após incentivo do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Tebet, que nasceu em Três Lagoas (MS), justificou a escolha pela proximidade com o estado, onde realizou mestrado e onde residem suas filhas. Ela tem como suplentes Laio Morais (PT) e Marcelo Barcieri (PDT).
Para viabilizar a candidatura, a política deixou o Movimento Democrata Brasileiro (MDB) no final de março e filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). A mudança ocorreu para evitar conflitos com o MDB em São Paulo, partido que apoia a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em sabatina concedida à imprensa, Tebet afirmou não se arrepender de críticas feitas ao presidente Lula. A ex-ministra explicou que diferencia a responsabilidade política, pela qual um chefe do Executivo responde por fatos do mandato, da responsabilidade civil e criminal, que exige participação direta em irregularidades.
O pleito de 2026 marca a sétima disputa eleitoral de Tebet. A trajetória inclui mandatos como deputada estadual, prefeita de Três Lagoas por dois períodos, vice-governadora de Mato Grosso do Sul e senadora. Em 2022, obteve quase 5 milhões de votos na disputa presidencial, terminando em terceiro lugar.
Dados da pesquisa Quaest, realizada entre 21 e 24 de agosto com 1.800 eleitores, indicam empate técnico com 12% das intenções de voto para Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede). André do Prado (PL) aparece com 7% e Ricardo Salles (Novo) com 5%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.


