O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um novo inquérito para investigar o deputado federal e ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA). A apuração foca em suspeitas relacionadas ao uso de emendas parlamentares, embora a defesa do parlamentar afirme que ele ainda não foi intimado a prestar esclarecimentos.
A defesa de Juscelino Filho declarou que a nova investigação repete fatos já abordados em outros processos. Em nota, os advogados afirmaram que todas as emendas indicadas pelo deputado seguiram as regras legais e foram destinadas ao interesse público e ao atendimento da população.
O parlamentar deixou o Ministério das Comunicações em abril de 2025. A saída ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar denúncia contra ele ao STF por suspeitas de desvio de emendas parlamentares ocorridas durante seu mandato como deputado.
Anteriormente, em junho de 2024, a Polícia Federal (PF) indiciou Juscelino por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Benesse. O caso envolvia obras de pavimentação financiadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Vitorino Freire, no Maranhão.
A cidade era administrada por Luanna Rezende, irmã do ex-ministro. Segundo a PF, parte dos recursos foi indicada por Juscelino e uma das obras teria beneficiado propriedades de sua família. A empresa Construservice também foi citada na investigação.
Juscelino nega as acusações. Ele afirmou que, na condição de deputado, sua função era apenas indicar as emendas para financiar as obras, enquanto a execução, licitação e fiscalização dos projetos eram de responsabilidade dos órgãos competentes.


