A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu, por tempo indeterminado, a continuidade da construção de um salão de baile na Casa Branca. A medida provisória, emitida pelo presidente do Supremo Tribunal, suspende uma decisão de instâncias inferiores que questionava a autoridade para o projeto.
O projeto, que abrange cerca de 8.361 metros quadrados, visa substituir a Ala Leste demolida no ano passado. Juízes de instâncias inferiores haviam determinado que o presidente excedeu sua alçada ao seguir com as obras sem aprovação do Congresso. Contudo, eles permitiram o avanço da construção enquanto o processo judicial corria.
O presidente da Corte, John G. Roberts Jr., emitiu a ordem sem definir um prazo para nova manifestação do tribunal. A suspensão da decisão de um tribunal inferior só ocorre até nova determinação do signatário ou do próprio tribunal.
O projeto foi inicialmente apresentado pelo presidente como uma necessidade para acomodar dignitários, que antes eram alocados em tendas. O custo estimado para o salão é de US$ 400 milhões. Recentemente, o foco do governo mudou para enfatizar a modernização do bunker subterrâneo, alegando imperativo de segurança nacional.
O desafio à obra foi movido pela National Trust for Historic Preservation dos Estados Unidos, organização sem fins lucrativos. O grupo argumentou que o presidente violou a lei federal e a Constituição ao iniciar a demolição e as obras sem a devida autorização do Congresso.

