Pesquisadores identificaram 31 quasares antigos utilizando o telescópio espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA). Os objetos, que são núcleos incandescentes de galáxias, incluem os dois mais antigos já registrados, datando de pouco mais de 13,1 bilhões de anos, cerca de 670 milhões de anos após o Big Bang.
Os quasares são alimentados por buracos negros gigantes, cujas massas são muito superiores à do Sol. Segundo Daming Yang, doutorando em astrofísica no Observatório de Leiden, a luz intensa é gerada quando o gás e a poeira espiralam em direção ao buraco negro, aquecendo-se drasticamente. Os dois quasares mais antigos estudados remontam à época da reionização, período em que o Universo se transformava de uma névoa de hidrogênio neutro em um espaço transparente.
A descoberta, publicada na revista Astronomy & Astrophysics, aponta para a presença de buracos negros supermassivos em tempos cósmicos extremamente remotos. Joseph Hennawi, coautor do estudo, afirmou que isso representa um desafio para a astrofísica, pois o tempo disponível para o crescimento desses objetos é limitado. Ele declarou que os buracos negros podem ter nascido massivos ou crescido em uma velocidade superior à esperada.
O telescópio Euclid, lançado em 2023, visa estudar a energia escura e a matéria escura, mas forneceu um bônus científico ao mapear esses primeiros buracos negros supermassivos como uma população. Yang comentou que a amostra permite estudar como esses objetos se formaram e cresceram rapidamente quando o Universo era jovem.

