Terremotos que atingiram parte da Venezuela no fim de junho intensificaram uma crise humanitária e de direitos humanos já existente no país, alertaram especialistas independentes das Nações Unidas. O grupo divulgou um comunicado afirmando que a tragédia agravou drasticamente as vulnerabilidades da população, exigindo o reconhecimento da sociedade civil como parceira essencial na resposta e reconstrução.
As organizações não governamentais, grupos comunitários e agências internacionais atuaram desde os primeiros momentos para buscar desaparecidos, identificar vítimas e distribuir ajuda humanitária. Para a ONU, esse trabalho é vital para garantir serviços básicos, como assistência médica e medicamentos. Os especialistas defendem que a sociedade civil deve ser tratada como parceira fundamental na distribuição de assistência e na fiscalização de recursos.
O comunicado também criticou as restrições impostas às organizações não governamentais na Venezuela. As exigências administrativas e a fiscalização financeira excessiva dificultam o trabalho dessas entidades, que atuam em momentos de grande necessidade. Os especialistas pediram que o governo oriente as forças de segurança a protegerem as iniciativas populares durante a emergência.
As Nações Unidas reforçaram que toda a resposta à emergência deve seguir as normas internacionais de direitos humanos. O grupo solicitou uma resposta coordenada, livre de restrições indevidas, para garantir o acesso sem obstáculos da cooperação internacional, com foco nos direitos humanos e nas vítimas.

