O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (31), no Salão Oval, que um novo acordo petrolífero com a Venezuela reduzirá os preços da gasolina para os americanos. Trump reconheceu que o impacto pode demorar a ocorrer e não confirmou se a queda nos valores acontecerá antes das próximas eleições.
A declaração ocorre após o anúncio, na última sexta-feira (28), de um pacto que garante aos EUA o controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo venezuelano. Segundo Trump, a medida mais do que duplica as reservas dos Estados Unidos e amplia a oferta interna.
Questionado sobre análises que indicam que a redução de preços pode levar anos, o presidente disse que o processo será rápido. Ele afirmou que um período de dois anos seria considerado curto. A movimentação acontece enquanto a guerra com o Irã pressiona os preços globais da commodity.
Trump descreveu a transação, realizada em parceria com empresas privadas, como o maior acordo de petróleo da história mundial. Ele declarou via Truth Social que a medida fortalecerá a relação entre os dois países e colocará a Venezuela em um caminho de prosperidade.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rebateu a narrativa de controle total. Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal no sábado (29), Rodríguez afirmou que o país manterá a propriedade e a soberania sobre seus recursos naturais.
No mercado financeiro, o petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres, fechou em alta de 2,71%, cotado a US$ 90,49 por barril. A alta reflete as tensões no Oriente Médio e a queda nas reservas do produto.


