Donald Trump determinou a redução substancial dos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul. A decisão ocorreu antes do início do Ulchi Freedom Shield, que começa nesta segunda-feira (17) e terá 11 dias de duração. Trump justificou a mudança pela sua aproximação com o líder norte-coreano.
O presidente dos Estados Unidos declarou insatisfação com a participação americana nas manobras, que visam preparar os dois países para uma possível ameaça da Coreia do Norte. Ele ordenou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que diminuísse a presença dos EUA. Em publicação, Trump ligou a ordem à sua relação com Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte.
O ex-presidente criticou os custos das operações, que são majoritariamente arcados pelos Estados Unidos. Segundo Trump, os treinamentos enviam um sinal hostil a Pyongyang. Ele alegou que, durante sua gestão, manteve uma postura respeitosa com o país.
O Ulchi Freedom Shield mobilizará mil oitocentos militares sul-coreanos e integrantes do contingente americano estacionado no país. O porta-voz do Comando de Forças Combinadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul informou que o treinamento simulará combates contra forças norte-coreanas, incluindo atenção a drones e ataques cibernéticos.
A Coreia do Norte costuma condenar os treinamentos de Washington e Seul, classificando-os como ensaios de invasão. Paralelamente, o presidente sul-coreano Lee Jae Myung adotou uma postura de negociação com Pyongyang, sem impor condições prévias.


