O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o YouTube devem formalizar uma parceria para combater a disseminação de deepfakes durante as eleições deste ano. O acordo visa impedir que vídeos produzidos com inteligência artificial enganem eleitores, utilizando um mecanismo de identificação de rostos reais.
A iniciativa, que será formalizada por memorando de entendimento, busca reduzir o risco de conteúdos manipulados interferirem na disputa eleitoral. Deepfakes são materiais criados ou modificados por IA que reproduzem a aparência ou voz de uma pessoa, fazendo parecer que ela disse algo que não ocorreu.
O YouTube já oferecia uma ferramenta para figuras públicas localizarem conteúdos com IA que reproduzissem seus rostos, permitindo a solicitação de remoção mediante análise da plataforma. A cooperação com o TSE amplia as ações da Justiça Eleitoral frente ao avanço da inteligência artificial nas campanhas.
Em outra frente, o TSE firmou acordo com a ElevenLabs, empresa especializada em geração de voz por IA, para bloquear clonagens. A parceria permite que a Justiça Eleitoral solicite a proteção das vozes de candidatos e autoridades, impedindo o uso não autorizado em áudios sintéticos.


