O ministro Dias Toffoli, relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu nesta segunda-feira (31) a campanha de Renan Santos (Missão) à Presidência da República e a de Aroldo Medina à vice. A medida interrompe a propaganda na internet, o recebimento de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates.
A suspensão ocorreu devido à falta de registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados na disputa. Segundo Toffoli, a lei exige que perfis existentes sejam informados no registro e que novas contas sejam comunicadas em até 24 horas. O ministro afirmou que a comunicação prévia é essencial para a fiscalização da propaganda e a atuação das plataformas sobre sistemas de recomendação.
Renan Santos classificou a decisão como “um absurdo” e afirmou que a medida de ofício derruba a campanha inteira. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Santos nunca ocupou cargo eletivo. Ele liderou a criação do Missão, partido registrado no TSE em novembro de 2025, para reunir a estrutura eleitoral do grupo que ganhou projeção nacional nos protestos de 2013 e no impeachment de Dilma Rousseff.
A chapa presidencial é composta por Santos e Aroldo Medina, tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e jornalista. Na plataforma política, o candidato defende ajuste fiscal rigoroso, redução do Estado e endurecimento da segurança pública, citando as políticas de prisões em massa de Nayib Bukele, presidente de El Salvador.
Até agosto, a campanha de Renan Santos havia arrecadado cerca de R$ 1,2 milhão via financiamento coletivo, com mais de 20 mil doadores. O candidato também recebeu apoio de José Olympio Pereira, ex-presidente do Banco J. Safra, para a aproximação com o mercado financeiro. Santos tem posicionado sua candidatura como alternativa ao PT e ao bolsonarismo.


