O bloco econômico europeu não flexibilizará as exigências sanitárias impostas para o retorno das exportações de carne brasileira, declarou o embaixador da Irlanda no Brasil e presidente da União Europeia. A decisão, que impede a venda de diversos produtos a partir de 3 de setembro, mantém o Brasil fora da lista de países aptos a atender aos padrões europeus.
Martin Gallagher afirmou que as regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal não são recentes e têm sido discutidas com autoridades brasileiras há anos. O embaixador classificou a decisão como técnica e disse que cabe ao Brasil implementar as medidas necessárias para atender aos padrões do mercado europeu.
A suspensão da venda, iniciada em 5 de junho, afeta não apenas a carne bovina. O Brasil também está impedido de exportar carnes de frango, cavalo, pescado e mel. Segundo dados do Ministério da Agricultura, a União Europeia é o segundo maior consumidor de carnes brasileiras, ficando atrás apenas da China.
Apesar da manutenção da restrição, Gallagher comentou que o governo brasileiro mantém diálogo com a Comissão Europeia para buscar uma solução. Ele reforçou que o bloco está aberto a negociações, mas que a responsabilidade pela adequação sanitária é das autoridades brasileiras.

