A UEFA, a AFC e a Concacaf uniram-se para exigir a renúncia imediata de Gianni Infantino da presidência da FIFA. A pressão surge após a publicação de uma carta aberta que acusa o dirigente de quebra de confiança, citando a omissão da federação sobre o projeto Football Forward Enterprise (FFE).
A carta aberta, assinada pelos presidentes das três entidades, afirma que a conduta recente de Infantino reflete uma visão distorcida sobre a gestão esportiva. O documento declarou que “Liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter – ou exigir – poder. É um dever de serviço à família do futebol que o confia”. Os líderes criticaram a resposta da FIFA à crise, descrevendo-a como uma falha de julgamento, e não apenas de comunicação.
As confederações exigiram que a investigação sobre o caso seja conduzida por um terceiro totalmente imparcial. Além disso, a aliança garantiu que o impasse institucional não afetará o repasse de recursos financeiros às associações membros. A pressão internacional ganhou apoio de dirigentes como Lise Klaveness, da Federação Norueguesa de Futebol, que solicitou publicamente a demissão do dirigente.
Em resposta, a FIFA emitiu comunicados oficiais classificando as investidas contra o presidente como um esforço para minar a instituição. A entidade declarou que não tolerará campanhas de desinformação, defendendo a legalidade de seus procedimentos administrativos, enquanto o cenário político permanece polarizado rumo às eleições de março de 2027.


