Um agricultor de 72 anos, residente em Iowa, planeja vender sua fazenda de 80 acres por 1,1 milhão de dólares. A transação, que gera um lucro substancial, expõe o proprietário a uma alta carga tributária federal e a surtaxas de Medicare.
A venda de terras adquiridas em décadas passadas, como nos anos setenta ou oitenta, frequentemente resulta em um ganho de capital incorporado muito grande. A realização de cerca de 950 mil dólares em ganho de capital de longo prazo em um único ano coloca o agricultor na alíquota superior. Adicionalmente, o imposto de renda de investimento de 3,8% se aplica se a renda bruta ajustada ultrapassar 200 mil dólares para solteiros.
Outro fator é o imposto da Previdência Social. Os limites de tributação dos benefícios, estabelecidos em 1983 e 1984, nunca foram reajustados pela inflação. Isso pode levar ao tributamento automático de até 85% dos benefícios para aposentados com ganho real.
Anos depois, surge a cobrança relacionada à renda do Medicare (IRMAA). Este acréscimo é baseado na renda bruta ajustada de dois anos antes. Para solteiros, a renda acima de 500 mil dólares pode acionar uma sobretaxa mensal de 487 dólares no Plano B, somada a uma sobretaxa de 91 dólares no Plano D.
O texto aponta alternativas para mitigar o impacto fiscal. As opções incluem venda parcelada, que distribui o ganho ao longo dos pagamentos; ou a troca 1031, que posterga o imposto ao reinvestir o valor em outra propriedade produtiva.

