Viagens internacionais fora da alta temporada se tornaram uma tendência em 2026, impulsionadas pelo aumento das ondas de calor na Europa e pela busca por preços mais acessíveis. Companhias aéreas estão expandindo rotas para o outono e inverno, visando atender a uma demanda mais distribuída ao longo do ano.
As ondas de calor registradas na Europa no final de junho aceleraram a mudança no perfil do viajante. Cidades como Paris e Roma enfrentaram temperaturas recordes, enquanto destinos como Barcelona e Veneza registraram grande fluxo de turistas. Viajar fora do pico permite encontrar passagens e hospedagens mais baratas; um voo de ida e volta entre Estados Unidos e Atenas custava US$ 988 em junho, o que equivale a aproximadamente R$ 5.110.
Para atender a essa demanda, empresas como American Airlines, United Airlines, Delta Air Lines e Alaska Airlines estendem rotas. A United, por exemplo, iniciou em março a ligação entre Nova York e Edimburgo, e a Delta manterá o voo entre Newark e Palermo até dezembro. A estratégia visa reduzir a dependência dos meses tradicionais de férias, segundo a imprensa.
A mudança também interessa ao setor aéreo. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o aumento do preço do combustível deve reduzir em cerca de US$ 100 bilhões os lucros do setor em 2026. Para compensar, as companhias apostam em rotas internacionais com maior rentabilidade, como as ligações para a Sicília, que se tornou um exemplo desse novo perfil de viagem.

