Funcionários de uma empresa de segurança privada foram denunciados à Justiça por sequestrar, torturar e matar um morador em situação de rua na Grande Vitória, no Espírito Santo. A investigação aponta que o grupo visava pessoas apontadas por pequenos furtos em locais onde os vigilantes prestavam serviço.
O crime teve início em abril deste ano, após a mãe do morador registrar o desaparecimento. O delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, Jordano Bruno, informou em coletiva que o grupo cometeu dezenas de sessões de tortura contra pessoas em situação de rua. Segundo a polícia, o grupo atuava na região da Praia do Suá e Enseada do Suá há pelo menos dois anos.
As diligências indicaram que os vigilantes usavam grupos de mensagens para combinar ações criminosas. Os alvos eram moradores de rua vistos perto de condomínios contratantes da empresa. Durante as torturas, as punições eram aplicadas conforme o nível de perturbação da vítima. Um dos casos resultou em execução.
A investigação confirmou pelo menos três casos de tortura na Grande Vitória. O morador foi abordado pela primeira vez em oito de março, sequestrado e espancado. Em dezessete de março, ele foi capturado novamente, sendo levado para a Serra, onde ocorreu o assassinato e sepultamento. A polícia estima que a vítima sofreu pelo menos três horas de tortura.
Nove pessoas foram denunciadas pelo crime. Oito estão presas, e um dos envolvidos permanece foragido. A defesa dos réus não se manifestou sobre as acusações.


