A violência urbana marcou a Zona Norte do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, dia 13 de agosto de 2026. Três incidentes ocorreram no dia, afetando moradores. Uma fonoaudióloga foi baleada em ônibus em Vicente de Carvalho, e uma criança de seis anos foi atingida por estilhaços na Mangueira.
A fonoaudióloga foi ferida no pescoço dentro de um ônibus que circulava em Vicente de Carvalho, por volta das sete horas. O veículo, da linha 629, teve uma janela estilhaçada por um tiro, atingindo a profissional. Ela passou por cirurgia de quatro horas e meia e foi levada ao Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, devido a lesões na coluna vertebral.
A Polícia Militar informou que o ataque ocorreu enquanto agentes do 41º BPM faziam policiamento na Comunidade do Trem, em Vicente de Carvalho. O ônibus estava passando pela Avenida Meriti, em frente a uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho. O tiroteio gerou correria na passarela do metrô local.
Em outro ponto, na Favela do Metrô, bairro da Mangueira, um menino de seis anos foi ferido por estilhaços de um projétil. A criança, que brincava na varanda de casa, foi socorrida e encaminhada a hospitais da região. Logo após o ocorrido, moradores realizaram um protesto, interditando pontos da Rua São Francisco Xavier e Avenida Rei Pelé.
Em um terceiro episódio, no Complexo da Maré, um homem de trinta e sete anos protegeu seus dois filhos, de seis e quatro anos, ao deitar as crianças no asfalto durante um confronto policial. A operação do 22º BPM tinha como objetivo o reposicionamento de blocos de concreto em vias de acesso ao conjunto de favelas.


