Crianças e mulheres resgatadas após seis meses de cativeiro em uma floresta da Nigéria chegaram ao hospital da Universidade Estadual de Kwara, em Ilorin. As vítimas apresentavam desnutrição severa, doenças de pele e fraturas. O resgate ocorreu após ataque de supostos jihadistas na aldeia de Woro.
A operação de resgate libertou um total de 308 pessoas, segundo o governo. Os sobreviventes recebem tratamento e recuperação no hospital. Um enfermeiro afirmou que todos respondem aos tratamentos, mas alguns necessitam de transfusão de sangue. O ataque, ocorrido em fevereiro, atingiu a aldeia Woro, próxima à fronteira com o Benin, resultando na morte de mais de cento e sessenta e cinco pessoas e no sequestro de muitas outras.
Umar Bio Salihu, chefe da aldeia de Woro, informou que os moradores mantidos em cativeiro foram levados a um acampamento com mais de cem pessoas sequestradas de outras localidades. Salihu detalhou que treze moradores de Woro morreram durante o período de cativeiro, e outros treze permanecem detidos.
Os sequestros configuraram uma fonte de renda para grupos criminosos na Nigéria. A consultoria SBM Intelligence aponta que a frequência dos crimes estabeleceu uma indústria multibilionária. O diretor médico do hospital, Ahmed Bola Abdulkadir, declarou que os detidos chegaram em condições ruins, com desnutrição severa, doenças de pele e fraturas. Além disso, algumas mulheres deram à luz durante a detenção.
Os relatos indicam que, durante os seis meses de cativeiro, os sequestrados recebiam tuwo, um mingau de painço, e uma sopa feita com água do rio e sal. O diretor médico também mencionou que muitos sobreviventes podem necessitar de atendimento para trauma psicológico.


