Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Partido Novo, afirmou durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo, que programas sociais criam uma geração que se recusa a trabalhar. O presidenciável defendeu a revisão dos benefícios, argumentando que eles geram “muita fraude e muito mau uso”.
O candidato disse que essa geração se recusa a trabalhar e prefere fazer “bico”, o que ele considera algo que não qualifica profissionalmente. Zema propôs que os benefícios recebam contrapartidas, citando como exemplo a suspensão do pagamento se o beneficiário recusar três ofertas de emprego.
A crítica à política social não é nova para o candidato. Ele já utilizou a expressão “geração de imprestáveis” em eventos anteriores, defendendo mudanças como a necessidade de cursos profissionalizantes para os beneficiários. Em junho, Zema também sugeriu um incentivo financeiro de R$ 5 mil para quem deixasse o programa e obtivesse um emprego formal.
Além da questão social, Zema defendeu a privatização de estatais, alegando que elas são nocivas à sociedade. Ele classificou o governo atual como “pró-bilionário” e viu o cenário econômico como um “círculo vicioso” de endividamento. O candidato sustentou que a redução de gastos públicos permitiria que os juros caíssem para níveis “civilizados”, em torno de 6%.


