Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo, declarou que sua primeira medida, caso eleito, será extinguir as plataformas de apostas esportivas. O anúncio foi feito durante um evento no Jardim Paulistano, em São Paulo, nesta terça-feira, 18, após ouvir relatos de famílias afetadas pelo vício em jogos.
O candidato justificou a proposta dizendo que as apostas são uma ‘praga’ e um ‘câncer’ no Brasil. Segundo Zema, tolerar o setor significa aceitar o enriquecimento de poucos que manipulam as pessoas. Ele afirmou que usará um decreto presidencial para implementar a proibição, focando em interromper a atividade antes de debater a situação das companhias.
O postulante do Novo associou o vício ao aumento do endividamento nacional. Dados do Comsefaz apontam que, em 2025, brasileiros perderam R$ 62,5 bilhões em apostas esportivas. Além disso, o volume de transferências via Pix no setor atingiu R$ 350,97 bilhões naquele ano. Um levantamento do Datafolha, divulgado em agosto, mostrou que 48% dos participantes da Copa do Mundo de 2026 perderam dinheiro.
A discussão sobre o tema ganhou espaço na disputa eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, já havia se manifestado pelo fim das apostas on-line. Tarcísio de Freitas, do Republicanos, classificou as plataformas como questão de saúde pública. O Ministério da Fazenda suspendeu, em agosto, seis empresas por descumprimento de regras regulatórias.


