O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, encaminhou nesta quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra o colega André Mendonça. A petição aponta indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade no exercício da relatoria de processos.
Moraes alega que Mendonça teria favorecido grupos políticos específicos enquanto relatava casos envolvendo fraudes no Banco Master e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida foi tomada no âmbito do inquérito das fake news, aberto em 2019 para apurar notícias fraudulentas e ameaças contra membros do Supremo.
A movimentação ocorre após André Mendonça retirar, na terça-feira (1º), o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento, produzido por determinação de Mendonça, trazia mensagens e contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Na petição, Moraes afirmou que o colega usurpou autoridades policiais durante as investigações e conduziu de forma irregular tratativas sobre eventual delação. Segundo o texto, Mendonça teria direcionado a apuração de alvos específicos por motivos pessoais e políticos.
O ministro citou o próprio nome e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como parte do contexto dessas irregularidades. O inquérito das fake news também monitora possíveis esquemas de financiamento e a divulgação de notícias falsas em massa nas redes sociais.


