O consumo de alho, conhecido cientificamente como Allium sativum, contribui para a redução do colesterol total e da pressão arterial, segundo estudos e guias médicos. A eficácia do alimento deve-se a compostos organossulfurados, como a alicina, que conferem propriedades antioxidantes, antibacterianas e cardioprotetoras ao vegetal.
A médica clínica Ana Cascú, especializada em nutrição, explica que o valor nutricional do alho reside principalmente em compostos como a aliina e a alicina. Esses elementos demonstraram atividade antifúngica e antibacteriana em laboratório e podem auxiliar a resposta celular a vírus e inflamações, embora não substituam medicamentos.
Sobre a saúde cardiovascular, uma meta-análise publicada na revista Nutrition Reviews indicou que a ingestão diária do alimento reduz o colesterol LDL, diminuindo o risco de problemas cardíacos. O Manual MSD, guia médico criado em 1899, aponta que extratos de alho maduro em suplementos ajudam a baixar a pressão arterial.
Yael Hasbani, especialista em Medicina Culinária pela Universidade de Harvard, lista que o vegetal fornece minerais como selênio, potássio, fósforo, magnésio e zinco, além de vitaminas do complexo B, proteínas e fibras. A especialista orienta que o alho seja adicionado ao final do cozimento para preservar as propriedades antioxidantes, já que o calor altera os compostos bioativos.
A ingestão do alimento deve ser monitorada por quem sofre de refluxo, dispepsia, náuseas, mau hálito ou possui a mucosa digestiva danificada. De acordo com Hasbani, pessoas com sensibilidade gastrointestinal devem evitar grandes quantidades de alho cru para não irritar a mucosa.
A médica Ana Cascú diferencia o consumo alimentar do uso de suplementos. Enquanto o alimento oferece quantidades variáveis de compostos bioativos, os extratos concentrados fornecem doses maiores, mas podem causar interações e efeitos adversos.

