Assessores próximos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionam para evitar que a guerra com o Irã se agrave antes das eleições de meio de mandato, no dia 3 de novembro. O objetivo é conter perdas eleitorais dos republicanos, já que o conflito apresenta baixa aprovação entre os eleitores norte-americanos.
A estratégia de contenção enfrenta dificuldades após a troca de ataques entre as duas nações durante a madrugada desta quarta-feira (2). Os EUA atingiram alvos iranianos ao redor do Estreito de Ormuz, no maior surto de combates desde julho. Anteriormente, forças dos EUA atacaram lançadores de foguetes na ilha de Larak, o que levou o Irã a disparar mísseis contra a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos.
Segundo fontes internas, a Casa Branca considera intensificar as ações militares apenas após a votação de novembro. Enquanto isso, o governo foca em aumentar a pressão econômica e o isolamento comercial para forçar concessões em futuras negociações. O vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, estariam entre os defensores dessa pausa tática.
A decisão é influenciada por dados de opinião. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos realizada no final de agosto indica que 63% dos norte-americanos desaprovam a guerra, enquanto apenas 31% a aprovam. A insatisfação está ligada, principalmente, aos altos preços da gasolina. A taxa de aprovação de Trump caiu de 40% para 33% desde o início do conflito.
Questões logísticas também pesam na decisão. O estoque de certos mísseis de precisão estaria praticamente esgotado, segundo apuração de agências internacionais. Chefes do Exército, da Marinha e da Força Aérea alertaram o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que prolongar a guerra seria insustentável e comprometeria a prontidão militar em outras regiões.
Apesar da tentativa de calmaria, Donald Trump afirmou em sua plataforma Truth Social que, se o Irã retaliar, será atingido de forma mais dura e intensa. A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, declarou que o presidente destruiu as capacidades militares iranianas e não permitirá que o país obtenha armas nucleares.


