A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) declarou oficialmente, nesta quarta-feira (9), apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O posicionamento ocorre a pouco mais de três semanas do primeiro turno das eleições gerais, marcado para o dia 4 de outubro.
Em nota publicada no site oficial, a ABI afirmou que a decisão é fiel à sua história e aos princípios que orientam a atuação da entidade. O texto reafirma compromissos com a soberania nacional e com o Estado Democrático de Direito, o que pressupõe a defesa das liberdades políticas, de expressão e de imprensa, além dos direitos humanos e das minorias.
A associação condenou golpes ou tentativas de golpes de Estado que violem a Constituição, bem como tentativas de isentar autores e cúmplices de punições. A entidade rejeitou discursos de candidatos a presidente que coloquem em risco a democracia e sejam coniventes com o golpismo, sem citar nomes específicos dos políticos.
No comunicado, a ABI declarou que o presidente Lula se mantém em sintonia com os princípios defendidos pela associação, independentemente de juízo partidário, tanto em sua trajetória política quanto no exercício de seus mandatos.
O apoio ocorre meses após a ABI ter acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei da Dosimetria (nº 15.402/2026). A norma, promulgada em maio, altera as regras de cálculo e execução de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito e infrações cometidas em contexto de multidão.
A aplicação da lei, que modificou condenações de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, foi suspensa temporariamente pelo STF. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou a continuidade da execução penal pelos critérios anteriores após a ABI apresentar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).


