O ator e diretor Gracindo Jr. morreu nesta quarta-feira (2), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. Com mais de 60 anos de carreira, o artista fez parte do elenco inaugural da TV Globo, com contratação em dezembro de 1964, e atuou em diversas emissoras, além de produções teatrais e cinematográficas.
Filho do ator Paulo Gracindo, Jr. estreou no teatro em 1961, na peça “A escada”, de Oswald de Andrade. Na televisão, participou de produções iniciais como “Rosinha do sobrado” (1965) e “Padre Tião” (1966). Em 1973, contracenou com o pai em “Os ossos do Barão” e em “O Bem-Amado”, onde interpretou Jairo Portela.
O artista também atuou na direção de dramaturgia na TV Globo e teve passagem pela TV Manchete, com destaque para o papel de Antônio Sampaio na novela “Dona Beja”. Ao retornar à Globo em 1985, dirigiu programas como a série “Sítio do picapau amarelo” e o humorístico “Os Trapalhões”.
Nos anos 1990 e 2000, integrou elencos de “Deus nos acuda” (1992), “Explode coração” (1995) e “Celebridade” (2003). Posteriormente, trabalhou na Record em produções como “Cidadão brasileiro” (2006) e “Rei Davi” (2012). Seus últimos trabalhos televisivos foram em séries de streaming da HBO e Prime Video, incluindo a produção “Homens”.
No cinema, Gracindo Jr. participou de sucessos de bilheteria como “Os Trapalhões na Serra Pelada” (1982) e “O Trapalhão na Arca de Noé” (1983). Sua última aparição nas telas grandes ocorreu em 2022, no filme “A queda”, onde interpretou o avô do protagonista.
No teatro, dirigiu a peça “É”, de Millôr Fernandes, em Portugal. Em 1980, escreveu e encenou a peça “Paulo Gracindo, meu pai”, obra que homenageava os 50 anos de carreira do pai. Segundo Paulo Gracindo, a peça nasceu de conversas durante as gravações de “O Bem-Amado”.


