O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) alcançou 10% das intenções de voto em pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2), assumindo o terceiro lugar isolado na disputa. O resultado, do instituto Quaest, mostra que o crescimento do escritor foi impulsionado principalmente por eleitores que se declaram independentes politicamente.
Após a divulgação dos números, Cury publicou um vídeo nas redes sociais com a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Pablo Marçal (PRTB) em um painel que remete a suspeitos de crimes. Na peça, atores questionam se o Brasil deseja “mais do mesmo” e apresentam o candidato como alguém capaz de colocar o país acima da guerra política.
O material de campanha menciona a trajetória de Cury como psiquiatra, professor e escritor. O vídeo faz referência a uma declaração de Pablo Marçal, de que votaria nulo durante a disputa para a prefeitura de São Paulo em 2024, enquanto caracteriza Lula e Flávio Bolsonaro como defensores estritos da esquerda e da direita, respectivamente.
Entre os eleitores independentes, que representam 32% do total, Cury detém 24% das intenções de voto para o primeiro turno. Nesse recorte, ele supera Lula, que aparece com 21%, e Flávio Bolsonaro, com 9%, embora a margem de erro seja de três pontos percentuais.
Apesar do avanço, o candidato enfrenta a baixa popularidade: 65% dos independentes afirmam não conhecê-lo. Outros 18% conhecem e poderiam votar nele, enquanto 17% conhecem, mas não votariam. Felipe Nunes, CEO da Quaest, definiu os independentes como eleitores sem identificação ideológica forte.
Em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, Cury registra 34% das intenções de voto, contra 40% do candidato do PT. Em nota, Cury afirmou que o resultado indica que o país “cansou de gritar e encontrou alguém disposto a escutar”.


